Congresso Pentecostal

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A Pastora Jalmacira e seu filho caçula no Congresso Pentecostal Brasileiro em 1999

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Visita do Evangelista




A Obra de Deus na Terra é incumbência para os que amam a Deus. Mas é preciso estar na dependência de Deus, para podermos fazer Sua Obra. No Novo Testamento temos exemplos de que os novos convertidos se voltavam para a missão de propagar o Santo Evangelho. (Atos, 9:1-20). Uma questão importante é o viver da Obra. A Palavra de Deus mostra que o obreiro é merecedor de seu salário. (Lucas, 10:7; I Timóteo, 5:18) O pastor que vive exclusivamente para a Igreja, para pastorear as ovelhas, para pregar o Evangelho precisa ser mantido dentro da Obra. São os dízimos e as ofertas que podem custear a manutenção do pastor. Mas ser um pastor que vive exclusivamente da Obra de Deus é ser um pastor que trabalha muito também. E ser um pastor, assim como outro obreiro, requer estar na dependência de Deus, requer ser trabalhado, transformado pelo próprio Deus. Jacó nos serve de exemplo disso, Jacó amava a Deus, Mas seus métodos talvez não fossem os métodos aprovados por Deus: Jacó enganou seu pai, que já estava cego para roubar a Bênção de Esaú, conseguiu negociar com seu irmão o direito de primogenitura, quando este estava faminto. (Gênesis, 27:19). Certa vez em nossa Igreja, recebemos a visita de um evangelista, que nos fez uma proposta. Este evangelista queria trabalhar na Obra nesta Igreja, evangelizando, pregando no púlpito, e dirigindo o louvor. Para isso ele pediu um salário mínimo, passagens, uma cesta básica e ainda pediu que a sua mãe que, segundo ele, era uma senhora diabética, pudesse ficar na casa da pastora nos horário em que o evangelista estivesse na igreja. Situação bem estranha foi essa, mas não tive dúvidas em só dizer para o evangelista, após orientá-lo com relação aos cuidados que deveria ter com sua mãe, que se ele realmente queria estar o nosso ministério, era necessário que ele se submetesse a três meses de estágio, onde ele estaria sendo treinado na forma de realizar os cultos na Igreja. A Igreja na época sequer tinha dizimistas, não havia recursos para manter um pastor de tempo integral, embora a pastora presidente fosse e ainda seja uma pastora de tempo integral. Mas o que fazer? O homem precisa ter amor pela obra de Deus, e se aquele evangelista tivesse aceitado a contra proposta eu creio que Deus teria sido com ele, e o teria abençoado muito, e com certeza providenciado o sustento, e crescimento da Igreja através do trabalho para o qual aquele evangelista estava se oferecendo. Embora eu não soubesse o que havia no coração daquele evangelista, e não saiba até hoje, Deus já sabia. A Seara é grande e devemos orar a Deus para enviar os trabalhadores, pois só Ele conhece o coração dos homens. (Lucas, 10:2; I Samuel 16:7). No entanto, a Deus não está reservado apenas o poder de conhecer o coração do homem, mas também de transformá-lo. Deus nos promete tirar o nosso coração de pedra e nos colocar um coração de carne. (Ezequiel, 11:19). Saulo é exemplo dessa transformação que Deus opera, pois perseguia a Igreja, mas após o encontro que teve com Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, passou a viver para a missão de pregar o Evangelho. Deus opera em nós o querer e o realizar. (Filipenses, 2:13). Ser um obreiro ou obreira é algo que Deus põe em nosso coração, assim como ser um dizimista, um ofertante um patrocinador da Obra de Deus, mas é só em Deus que conseguimos realizar o Seu Santo Propósito. Precisamos ser como os galhos presos a videira e que produzem frutos por estarem presos a ela. Precisamos estar na dependência de Deus.

“Estai em mim, e Eu em vós: como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes  em mim. Eu sou a videira, vós as varas: quem está em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. (João 15:4-5).